quinta-feira, 6 de abril de 2017

DEPOIMENTOS: "A minha vida com ELA 8"

Primeiro Depoimento
Eu, Mariléa, sou desta família VAPB, origem Guarani, MG, ascendentes meu pai José de Abreu Moreira (Zé do Josino) e meu avô Josino Dias Moreira. Minha história difere da dos familiares. Aos 68 anos comecei a ter dificuldades em subir escadas, morrinhos e morrões (moro em BH onde a cidade é sobe e desce), câimbras à noite e abdômen grande.
Parti para pesquisas, exames diversos pois, afinal, na família a patologia surgia na faixa dos 40 anos. Fiz eletromiografia dos membros inferiores e superiores com resultado negativo. Continuei a procura e um ortopedista pediu o mesmo exame do abdômen que deu positivo. Meu primo Cesar Murilo, também VAPB, residente em São Paulo, marcou meu exame no Instituto Genoma da USP em dezembro/2015. Resultado em fevereiro/2016: ELA-8. Como estou: andando com uso de bengala, fazendo fisioterapia 3 vezes por semana, usando Riluzol e tomando uma lata de Água Tônica diariamente. Não modifiquei minhas atividades e rotina. Às vezes bate cansaço e às vezes à noite sou acordada com câimbras. Então a ELA não tem um parâmetro. Em cada pessoa surge de um jeito. Isso é muito bom! Não devemos ficar pensado como foi com o pai ou mãe da gente. O organismo de cada um conduz a patologia de maneira diferente. Aceitação, sabedoria e autoconfiança é tudo que precisamos. (Mariléa Moreira)

Segundo Depoimento
Boa tarde, família! Atendendo a proposta do MOVELA foi exibido um vídeo com o tema "Direito de Tentar" que teve boa repercussão, atingindo um grande público ávido de informações. A partir do vídeo o número de amigos virtuais duplicou, com isso ofertas de colaboradores de todas as áreas: meditação, medicina, fisioterapia, política e pessoas comuns com tratamentos alternativos abordando propostas religiosas também. Interesse de TVs regionais.  Um trabalho será apresentado por estudantes de Enfermagem na Faculdade Estácio de Sá, em Juiz de Fora. Paga-se um preço pela exposição, mas o retorno daquilo que me propus que era divulgação da campanha... vale o risco. (Monica Pereira Dato)

Terceiro Depoimento
A minha vida com a ELA8. Mudei muito o meu estilo de viver.  ANTES de começarem os meus sintomas, por melhor que fosse o evento, eu já sentia desânimo para sair. Mas, depois que me encontrasse misturada a família ou amigos, eu aproveitava e gostava muito de ter ido.  HOJE, saio obrigada e prefiro realmente não sair. Pago um preço alto no dia seguinte, me canso demais ao ponto de ficar mal- humorada. Meus familiares entendem mais ou menos, porque agora tendo "menos" desgaste por sair na cadeira de rodas, não deveria me cansar tanto. O que eles não sabem, é que ficar assentada comprimindo tudo com esta barriga enorme, é igualmente desgastante. Parei de fazer quase tudo que me acostumei por décadas a serem minhas tarefas do dia a dia, me fazem falta e me frustram um pouco. Sempre fui muito ativa e independente. Comportamentos estes, que não me pertencem mais. Me acostumei a ajudar e a me doar por inteiro, sem me importar com o que pensariam de mim, pois, julgo não ter feito nada de errado em minhas boas ações. Claro que errei no meu dia a dia, porque não sou perfeita, mas não existe nada para me envergonhar ou depor contra mim. Acho que meu empenho por mantermos uma família, é a minha recompensa de continuarmos todos juntos, só  sentindo a mudança da minha locomoção e inversão de cuidados, que ensinei e compartilhei com os meus. Minha família aumentou,descobri novos amigos e concluindo,  SOU FELIZ. (Valéria Castro Moreira)

Quarto Depoimento
Eu sou Ana Amélia Dato Teixeira, a segunda de um time de 9 irmãos. Minha mãe faleceu muito cedo, aos 44 anos de idade. Na época eu me lembro da família dizendo que ela teve "aquela doença" que acometeu também a minha avó e alguns tios. E como não tem outro jeito a família se ajeitou e os irmãos foram tomando cada qual seu rumo e constituindo sua nova família. Escolhi a profissão de Assistente Social na qual trabalhei por cerca de 30 anos e onde tive a oportunidade de orientar sobre os direitos de muitos cidadãos. Quando um irmão mais novo que eu começou a apresentar sintomas e passar por inúmeros neurologistas e ortopedistas, além de vários diagnósticos, uma prima que acompanhava toda a família disse"acho que é a mesma doença da vovó e da sua mãe". Foi um susto muito grande porque só sabíamos de uma coisa – não tem cura. Foi um balde de água fria. A família se uniu em busca de esclarecimentos sobre esta enigmática doença. Poucos anos depois foi uma irmã mais jovem ainda, que começou a apresentar os sintomas. Parecia que era só completar 40 anos e no máximo até os 42 a doença se manifestava. Eu completei  47 anos e logo pensei que já havia ultrapassado a zona de risco. No entanto, logo comecei a me cansar demais e sentir fraqueza  nos braços e pernas. Quando completei 48 anos fiquei viúva após um período que me exigiu grande desgaste físico e emocional. Logo após o falecimento do meu marido decidi me cuidar. A ENM sugeriu doença do neurônio motor. Procurei ler bastante sobre o assunto, busquei esclarecimento e tratamento na Rede Sarah Kubstcheck, HCFMUSP e GENOMA. Conclusão diagnóstica: mutação do gene VAPB – ELA 8 tipo hereditária.
Esta semana completei  57 anos que considero uma vitória, porque não sou doente, apenas possuo uma alteração genética. Tenho 3 filhos maravilhosos e 2 netos que me trazem muita alegria. No meu discurso antes de soprar a vela eu disse: preparem-se para me aturar porque ainda vou viver muitos anos  kkkkkk. (Ana Amélia Dato Teixeira)

Quinto Depoimento
ELA8 - doença devastadora... meus amados e amadas irmãs estão todos se definhando, acabando... quem mais amo vai dia após dia...
A partir de Abril de 2017, decidi varrer notícias, publicações... esquecer de genes, mutações, cromossomos. Me preocupar com isso... vai me acabar e deixar passar o precioso tempo que não volta mais, o de estar perto e lutar por cada momento que Deus me dá na oportunidade de vivenciar junto aos meus... vou viver e lutar valorizando aqueles que merecem... crescendo e amadurecendo... quando chegar o tempo oportuno... para aqueles que ainda estiverem aqui... estaremos felizes por terem alcançado esta graça... Há aqueles que partiram, fica a lembrança da garra, da alegria, família, felicidade, sonhos vividos, lutas vividas ou derrotas... mas o importante foi que cada um no seu tempo de vida, lutou, viveu intensamente cada momento que foi propiciado dando o melhor de si... e para aqueles que batalharam juntos e lutaram, ficam os meus aplausos. 
Porque nesta vida breve e passageira, vamos nos lembrar que a ELA8... foi um momento de desgosto, tristeza, enfim não quero mais me aprofundar tanto.
Aqueles que gostaram, me odiaram nesta caminhada ou me esqueceram, estou aqui, vivendo feliz, mesmo com tantas tempestades, sorrindo em meio as fortes ondas que me sobrevêem, mas sentindo-me útil.
Para aqueles que sabem que os amo e o que tenho feito por eles, assim por cada um que luta e batalha a causa daí Família ELA8 – Eu, HENRIQUE SCHERRE STOFFEL desejo a cada ótimo familiar, que cada um de nós saibamos a cada dia vivenciar estes momentos com nossos queridos guerreiros e batalhadores, heróisssss e vencedores. 
Enfim, no resplendor da vida sermos felizes.
Pela alegria e contágio, que mesmo sem conhecer, a Valéria C. Moreira tem me dado, tem conversado comigo, nunca negou uma ligação.  Às vezes em batalhas... não que os demais os tenha tirado, cada um de nós nos adaptamos a alguém... Agradecer ao Cézar, por ter me escutado, quando em minha casa esteve e das belas lisonjas recebidas destes dois. Obrigado... depois dessa... quem quiser continuar com minha amizade, estarei aqui... se alguém quiser continuar, peça o meu contato para a prima Valéria... grato Henrique Scherre Stoffel...
Sempre cito que minha mocidade tem sido um misto de lutas... às vezes diferente da maioria dos jovens... minhas flores têm vindo com espinhos e muitos... tenho que estudar em qual caminho prosseguir... para que na reta em que eu me direcionar, eu possa apesar dos espinhos lançados... ter a certeza que eu Henrique Stoffel, sou um herdeiro da maravilhosa graça de Deus, que junto a todos os trabalhadores que comigo estiveram nessa caminhada de espinhos para só ver o jardim de rosas serenas e encontre a Paz...
Louvemos e bendizemos por não mais chorar... ou desanimar, porque estaremos descansados das lutas, aqui outrora traçadas.
Que como brilhante lapidado digamossss    VENCEMOS. (Henrique Scherre Stoffel)

Sexto Depoimento
Sabe primos, tenho dificuldades  de falar e desabafar, tento não pensar nas mudanças que venho sentindo e nas limitações que me incomodam. Aos 40 anos estava no auge da minha boa forma e me sentia realizada, sempre fui vaidosa, malhava todos os dias na academia e me sentia feliz e vigorosa.  A auto estima estava nas alturas. A partir dos 44 anos senti que não dava mais para prosseguir com o meu ritmo de vida e entrei num quadro depressivo.  Procurei ajuda de um psiquiatra para aceitar o que não poderia ser mudado. Me assustava pensar em um dia não estar andando e ainda ficar dependente da ajuda de terceiros. O meu corpo mudou (dilatação do abdômen, atrofia das pernas, flacidez muscular...) difícil aceitar principalmente por ser mulher. Somado a tais alterações o cansaço, o calor excessivo, seguido de transpiração e mau humor. A ELA 8 me deixou uma pessoa medrosa e insegura. Hoje não saio mais sozinha e estou resistente a eventos sociais. Tento valorizar cada momento do meu dia, dou valor as pequenas coisas e me tornei mais humana.
Sei que estou no início de uma longa caminhada, evito pensar, uma fuga que encontrei para manter o pensamento conectado em coisas boas e leves. 
Me sinto bem em fazer parte deste grupo e observar a força e a vontade que vcs tem de viver! (Adriana Dominato)☺☺☺

quarta-feira, 22 de março de 2017

Passo a passo para comprar o livro A HERANÇA DE DEUS: a saga dos escolhidos sobre ELA F 8


1. Deposite R$ 50,00 para cada livro que você deseja adquirir.
2. Mais R$ 20,00 para a postagem em favor de Cezar Augusto Xavier Moreira.
3. Conta bancária:
CPF 07075553615
Banco Santander
Ag 1653
CC 01.002903.2
4. Envie o comprovante de depósito para o e-mail cezaraxm@yahoo.com.br.
5. Em breve você receberá o livro no endereço desejado. 
6. O livro poderá ser enviado para qualquer parte do Brasil.

Programa Brasil das Gerais - Esclerose Lateral Amiotrófica Familiar Tipo 8 com Cezar Augusto Xavier Moreira e Marcelo Xavier - Parte 1


https://www.youtube.com/watch?v=VmOsb81B0u4&t=943s

Exibido em 09.03.2015

Programa Brasil das Gerais - ELA F 8 Com Cezar Augusto Xavier Moreira e Marcelo Xavier Parte 2


https://www.youtube.com/watch?v=oX9k0U8KdyU&spfreload=5

Exibido em 09/03/2015

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Depoimentos sobre o livro do Dr. Cezar Augusto Xavier Moreira


Áudio enviado por Luciana, amiga de Victor, 
filho do autor.

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O livro foi escrito com conhecimento do conteúdo e com o puro e maravilhoso coração do Cezar. Que se dedicou inteiramente em nos informar e aproximar. A emoção que aflora em momentos de leitura, nos envaidece por termos esta rica explicação para nos confortar e deixar claro, que ele fez 
um trabalho primoroso.
QUE VENHA O VOLUME II.

Escrito por Valéria Castro Moreira


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Conteúdo excelente no que se tratou das raízes de ver quantas pessoas da família desenvolveram a doença ao longo de toda história. Tenho um parentesco com Cezar meio que de longe, mas temos. A bisavó dele era irmã da bisavó da minha mãe. O que chama a atenção, também, são os casamentos entre parentes e alguns suicídios.

Escrito por Sergio Henrique


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Vamos falar sobre a morte?

Falar a respeito da morte e do morrer 
nos faz compreender situações que estão no nosso cotidiano. No entanto,
 parece que temos a sensação que se falarmos a respeito nos fará mal.
Será? 
Que tal conversarmos um pouco? 
Vamos encarar o desafio logo no comecinho do ano?
Leia a matéria e reflita.

sábado, 24 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL!!! FELIZ NATAL!! FELIZ NATAL!!!


ELAF 8 e Agnes Nishimura

1ª ganhadora do Prêmio PG de Medicina continua pesquisas sobre ELA


Agnes Nishimura, atualmente, tem 34 anos. Em 2007, participou do I Prêmio PG de Medicina, do Instituto Paulo Gontijo, com o projeto de doutorado que desenvolveu na Universidade de São Paulo (USP), sob orientação da Prof. Dra. Mayana Zatz, que visava a identificação de um gene, envolvido na forma hereditária de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), conhecido como VAP-B (VAMP – Associated protein B). A jovem de 29 anos à época foi a ganhadora do Prêmio. No entanto, o interesse pela ELA não parou por aí. Desde 2006, trabalhando no Instituto de Psiquiatria do King’s College London, com o prof. Dr. Christopher Shaw, ajudou na identificação do gene FUS, também relacionado com ELA familial (hereditária). Além disso, trabalha com biologia celular e molecular com células tronco e a mais nova pesquisa de Agnes visa entender os mecanismos pelos quais a proteína TDP-43 causa ELA e, possivelmente, identificar formas de tratamento para a doença. A nova pesquisa Em 2008, o grupo da qual Agnes faz parte, identificou mutações genéticas no gene TARDBP (TAR DNA binding protein) em pacientes com ELA. Esse gene produz uma proteína denominada TDP-43, que normalmente está localizado no núcleo das células. No entanto, na medula espinhal de 90% dos pacientes pesquisados com ELA e 60% dos pacientes com Demência Fronto-temporal (DFT) a proteína TDP-43 esta acumulada no citoplasma e formando agregados celulares (figura 1) Figura 1: TDP-43 normalmente esta localizado no núcleo em individuos normais, mas está deslocado para o citoplasma na DFT e ELA (seta). Asterisco indica o núcleo das celulas. Imagens modificadas. Em 2009, a equipe coletou amostras de células de pele de um paciente com ELA hereditária com mutação do gene TARDBP e, com o auxílio dos profs. Siddhartan Chandran e Ian Wilmut da Universidade de Edinburgo e Thomas Maniatis da Universidade de Columbia, geraram células-tronco pluripotentes induzida (induced pluripotent sem cells ou iPSCs), ou seja, células-tronco similares às embrionárias que têm capacidade de gerar praticamente todas as células do corpo humano. Como na ELA o maior problema está na degeneração de neurônios motores, a pesquisa visou, basicamente, diferenciar as iPSCs em neurônios motores. “Verificamos que os neurônios motores de um paciente com ELA tendem a morrer mais cedo que os neurônios de uma pessoa saudável sob a mesma condição de estresse celular”, explica Agnes. Ao identificar o modelo celular para a ELA, será possível estudar formas de tratar a doença com a identificação de medicação, por exemplo. “Nosso grande desafio é entender como e por que uma mutação genética causa a ELA e por que na grande maioria dos pacientes com ELA e DFT a proteína TDP-43 normal está deslocada para o citoplasma”, aponta Agnes. A pesquisa de Agnes foi publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), dos Estados Unidos, e está disponível no site da revista: www.pnas.org, na edição de março.

FONTE: http://www.ipg.org.br/ipg/noticias/lan/br/id/2dcde17b4c4754eb51ad8259695fedd9

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

17 de dezembro de 2016 ENCONTRO ENTRE PESSOAS COM ELAF 8, FAMILIARES, CUIDADORES, PROFISSIONAIS E AMIGOS

Texto e Fotografias*
Vania De Castro
“A HERANÇA DE DEUS: a saga dos escolhidos” é o título do livro escrito pelo Dr. Cezar Augusto Xavier Moreira, mineiro de Ipanema, médico com formação em cirurgia geral e proctologia.

Cezar Augusto Xavier Moreira

Um trabalho brilhante, apresentado ao público num dia inesquecível, num lugar encantador chamado Asa de Papel Café & Arte, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Temperatura agradável, café, pão de queijo, obras de arte, livros e pessoas enlaçadas por um fio de esperança que Cezar, provocado por sua inquietação mineira, puxou a meada inicial, construiu a árvore genealógica desde os seus penta-avós. Uniu, assim, membros de famílias com histórico da mutação genética ELAF 8.

Café com leite, pãozinho de queijo com flores e toalha de chita

Trabalho de formiguinha, que exigiu persistência, percepção apurada, paciência e uma dose extra de disposição para viajar, conhecer, conversar e juntar os vários troncos familiares de maneira a formar o mapa familiar.

A força do livro inicia-se pelo próprio título. O que vem à sua mente ao ler "A Herança de Deus: a saga dos escolhidos"? Pense um pouco antes de começar a leitura e observe com que olhar você lê o título?

Cezar e seu irmão Marcelo 

Logo após o título, Marcelo Xavier, irmão de Cezar, artista plástico e escritor nos chacoalha com o prefácio, cujo título é “Quem é você?” E ele nos intima: “ Mire-se no espelho. Quem vê, só você? Tá brincando. Não vê os olhos de seu pai que traz reacesos como brasas assopradas em busca de fogo? A boca da sua mãe, tímida, temendo entregar-se no sorriso matreiro? O nariz do seu tio,...” 

E Cezar, com mãos firmes de cirurgião, tece cada fio de esperança com muita dedicação, responsabilidade e ética. Faz ciência com a alma e enriquece o cotidiano de pesquisadores, profissionais de saúde, pessoas com ELAF 8 e interessados na luta por dias promissores para todos aqueles que sofrem com uma enfermidade cujos rastros genéticos deixados por ancestrais perpetuam-se até hoje.

O dia 18 de dezembro de 2016 foi o lançamento de um livro de extrema importância na vida das pessoas com ELAF 8 e todos os envolvidos. Encontro que proporcionou o fortalecimento dos laços afetivos e a constatação de que a luta não é em vão, apesar de árdua.

E, no final Cezar permitiu que as pessoas falassem evidenciando o desejo de novos encontros na expressão de todos. O quanto é relevante a ligação e a manifestação das pessoas com ELAF 8, uma vez que, individualmente pouco ou nada se consegue devido as especificidades da ELAF 8  e as divergências existentes em relação ao que se conhece sobre a ELA esporádica. E, sabemos também, que a união fortalece as pessoas. Portanto, leia o livro do Cezar. A leitura é emocionante. Em momentos você poderá chorar e em outros poderá sorrir, mas com certeza você se identificará do início ao fim com o conteúdo expresso pelo autor.

Como comprar o livro?

Para comprar o Livro, basta  depositar R$ 50,00 para cada livro, mais R$ 20,00 para a postagem em favor de Cezar Augusto Xavier Moreira.

CPF 07075553615
Banco Santander
Ag 1653
CC 01.002903.2

Enviar  o comprovante de depósito para o e-mail cezaraxm@yahoo.com.bre logo o livro será enviado para qualquer parte do Brasil.


Logo Asa de Papel

Calçada Asa de Papel

Toninha, revisora do livro, Cezar e seu irmão, Marcelo Xavier

Alexandre Custódio Pinto e Cezar

Primo, Cezar e a neurologista Dra. Sarah Teixeira Camargos

Geraldo e Cezar

Vania e Cezar

Cezar e primo

José Lúcio Braga, Valéria Castro Moreira, Antonio Jorge de Melo 
e Mariléa Vieira Moreira Braga (Léa)

Valéria, Vanessa, filha de Valéria, Vania e Léa
* fotografia de José Lúcio Braga

Marcelo Xavier e primos

Primo

Leandro, Antonio Jorge, Cristina do blog Santa de Casa Faz Milagre e Jacqueline C.R. Pereira

Sobrinhos e primos

Parte interna da Asa de Papel e convidados

Parte interna da Asa de Papel e convidados

Vania, Cezar, Marcelo e sobrinhos
* fotografia de Toninha

Capa do livro



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Resenha do livro A HERANÇA DE DEUS: a saga dos escolhidos

ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA FAMILIAL

TIPO 8 (ELAF8)

Vania De Castro

16 de dezembro de 2016

“A HERANÇA DE DEUS: a saga dos escolhidos”, é um livro de produção independente escrito por Cezar Augusto Xavier Moreira, com o lançamento marcado para o dia 17 de dezembro de 2016, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 O livro aborda o tema Esclerose Lateral Amiotrófica Familiar Tipo 8, conhecida pela sigla ELAF 8 ou ELA 8. Trata-se portanto, de um livro que reúne uma grande família brasileira e que muito tem a nos ensinar.

A doença era conhecida por pouquíssimas pessoas até a década de 1990. Por meio das histórias e crônicas escritas por sua mãe e pela experiência de vida em família, Cezar iniciou o processo de descortinamento de algo que intrigava profissionais da saúde, mas, essencialmente, perambulava pelos cantos da sua casa de infância.

Num momento da sua vida definiu um dos objetivos que o mantém até hoje em estado de alerta: examinar profundamente o passado e escarafunchar a história dos seus ancestrais, para junto com estudiosos e outros protagonistas do mesmo cenário, encontrar novos caminhos que levem à compreensão da origem da ELA.

Nas linhas e entrelinhas do livro você encontrará emoção a todo instante. Por vezes, lágrimas rolam face abaixo. Impossível contê-las.

Uma obra especial, escrita com palavras do coração, apresenta-nos detalhes do cotidiano de famílias com ELA8 cheios de sensibilidade, que levam ao processo de reinvenção da vida de cada um deles e da nossa também. São famílias entrelaçadas por um fio de esperança, que desde criança aprende a desenvolver os olhos de dentro para, assim compreender-se, sentir-se, conhecer-se, atrever-se a acreditar que é possível viver na incerteza do que virá, do como será e de que maneira a existência se desenrolará consigo e com o outro.

A genuína pré-ocupação de Cezar consigo levou-o ao pleno encontro com a grande família, desvendou mistérios, abriu a cortina e encontrou um novo mundo de possibilidades, rico em histórias que tocam a nossa vida.

Impossível não emocionar-se, afinal, o livro mantém em sintonia ciência e alma.

Longo caminho percorrido...  

Pesquisas, descobertas, fortalecimento de laços afetivos, caminho de pedras, que proporcionou e ainda proporciona o abraço cheio de esperança. Esperança visível na incansável luta em direção à vida das famílias com ELA8 e que, por este intermédio, poderá até desbravar a origem e a cura da ELA.

O livro de Cezar traz o perfume da vida, da esperança e da compaixão porque compartilha a paixão, os desejos, os sofrimentos e o amor pela vida.


Título do Livro: A Herança de Deus: a saga dos escolhidos
Autor: Cezar Augusto Xavier Moreira
Data: dia 17 de dezembro, sábado, às 10h
Local: Asa de Papel Café e Arte
Endereço: Rua Piauí, 631, Bairro Santa Efigênia, Belo Horizonte/MG
(Quarteirão fechado entre as avenidas Francisco Sales e Brasil)

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Análise in vitro da esclerose lateral amiotrófica tipo 8 e Estudo genético da paraplegia espástica 4

O link abaixo o levará ao trabalho de pesquisa desenvolvido pelo Dr. Miguel Mitne-Neto, no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, para a obtenção de Título de Doutor em Ciências, na Área de Biologia/Genética. Foi orientado pela Dra. Mayana Zatz.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Genética e Esclerose Lateral Amiotrófica

VIII SIMPÓSIO BRASILEIRO DE DNM/ELA 
19 Rev Neurocienc 2009; 17(suplemento):19-23. 
Genética e Esclerose Lateral Amiotrófica 
Miguel Mitne-Neto 
Centro de Estudos do Genoma Humano, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo (USP) 

Descrita pela primeira vez em 1869, por Jean-Martin Charcot, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é causada pela morte seletiva dos neurônios motores superiores e inferiores, tendo suas causas moleculares ainda obscuras. Até o momento, trata-se de uma doença incurável e sem marcadores biológicos que possam defini-la. O seu diagnóstico é feito a partir dos achados clínicos e auxiliado pela eletroneuromiografia. Em 90% dos casos a ELA ocorre de forma esporádica e nos demais 10% ela é herdada, isto é, a doença é transmitida de uma geração para outra. Nesses casos podem ser identificados padrões de herança autossômica dominante ou recessiva. 

Os estudos genéticos tentam identificar sequências de DNA compartilhadas entre os pacientes e que ao mesmo tempo sejam diferentes dos indivíduos normais da população. Os genes identificados nesses estudos representam possíveis alvos para frentes terapêuticas, tanto nos casos esporádicos quanto nos familiais. Treze regiões do genoma humano foram relacionadas a casos familiais de ELA (ou do Inglês ALS), denominadas: ALS1 a ALS10, duas formas com apresentação de Demência Frontotemporal (ALS-FTD e ALS-FTD2) e uma forma juvenil recentemente descrita (Beleza-Meireles e col. 2009). Entretanto, apenas sete genes causadores da doença foram identificados, alguns deles discutidos a seguir: 

ALS1: causada por mutações no gene SOD1, que codifica a enzima Superóxido Dismutase, foi a primeira forma de ELA familial identificada (Rosen e col. 1993). Essa enzima é responsável pelo metabolismo do íon superóxido (O2 - ), um dos radicais livres mais reativos. Mais de cem mutações nesse gene foram identificadas, levando a um ganho de propriedades tóxicas da proteína mutante. 

O SOD1 é o gene envolvido com a ELA mais estudado até o momento. Isto ocorre não apenas pelo grande número de pacientes identificados (cerca de 20% dos casos familiais apresentam mutação no SOD1), mas também por terem sido gerados modelos animais que superexpressam a SOD1 humana mutante. Esses modelos transgênicos apresentam sintomas clínicos e progressão muito semelhantes à doença encontrada em humanos. Os modelos animais de SOD1 têm sido extensivamente utilizados em ensaios que buscam tanto entender a doença quanto testar possíveis tratamentos para a mesma. 

ALS2: mutações no gene ALS2, que produz a Alsina, levam a uma forma de ELA com padrão de herança autossômico recessivo (Yang e col. 2001). A Alsina interage com algumas GTPases envolvidas com a formação de componentes intracelulares, denominados endossomos. Camundongos desenvolvidos para não produzirem Alsina apresentaram apenas degeneração dos neurônios motores superiores (Otomo e col. 2003). 

ALS4: Senataxina é a proteína codificada pelo gene SETX. Quando mutado leva a um quadro de ELA juvenil com padrão de herança autossômico dominante. A proteína contém um domínio de DNA/RNA helicase e grande homologia com outras proteínas humanas relacionadas com o processamento de RNA. Alterações nas vias de maturação do RNA levariam à degeneração neuronal (Chen e col. 2004). 

ALS6: o gene responsável por esta forma, FUS/TLS, foi recentemente identificado em 8 de 197 famílias estudadas. Ele produz uma proteína, FUS, que estaria envolvida na transcrição e splicing de RNA. A FUS possui homologia com outra proteína também envolvida com ELA, denominada TDP-43, sugerindo um mecanismo comum patológico comum entre elas (Vance e col. 2009). 

ALS8: identificada inicialmente em sete famílias brasileiras com ascendência portuguesa, que apresentavam três formas clínicas distintas: uma forma típica de ELA, uma forma atípica de ELA com progressão lenta e uma forma tardia de Atrofia Espinhal Progressiva (AEP). Todas elas são causadas pela mesma mutação no gene VAPB, que leva à troca de uma Prolina por uma Serina na posição 56 (P56S) da proteína de mesmo nome (Nishimura e col. 2004). Essa proteína está envolvida com diversos processos celulares, entre eles: interação com proteínas do citoesqueleto (Mitne-Neto e col. 2007); ativação de mecanismos de resposta a proteínas mal-formadas (Unfolded Protein Response UPR) (Kanekura e col. 2006); sinalização de receptores de Efrina através da secreção de sua porção N-terminal (Tsuda e col. 2008). 

ALS9: esta forma é causada por mutações no gene ANG, que codifica para a Angiogenina. Foram identificados tanto casos familiais quanto esporádicos com mutação nesse gene (Greenway e col. 2006). Esta proteína está envolvida com a angiogênese e possui grande expressão em neurônios motores. Alterações nesse gene impedem que a proteína por ele gerada seja capaz de realizar sua atividade (Wu e col. 2007). 

ALS10: mutações no gene TARDBP foram identificadas tanto em casos familiais quanto esporádicos. Ele produz a TDP-43, uma proteína que quando alterada causa apoptose das células neuronais e retardo no desenvolvimento de embriões de galinha (Sreedharan e col. 2008). 

A Genômica não se limita a buscar respostas apenas nos casos familiais. Estudos têm identificado a presença de mutações em alguns genes como SOD1, NEFH, ANG, VEGF e TARDBP em pacientes com ELA esporádica (Beleza-Meireles e col. 2009). Esse achado sugere que os genes citados seriam fatores de predisposição a ELA, isto é, quando o indivíduo apresenta alguma alteração em algum deles a chance de desenvolver ELA seria maior. Na busca por fatores de predisposição, Landers e colaboradores (2009) estudaram mais de 2000 pacientes com ELA esporádica e identificaram uma variante genética que diminui a expressão do gene KIFAP3, que no lugar de predispor estaria relacionada a um aumento na sobrevida dos pacientes (Landers e col. 2009). Trabalhos com essa abordagem ainda precisam de muitas confirmações e análises consistentes, pois os resultados identificados num grupo de pacientes de certa região do globo podem não servir para outras populações. 

As informações colocadas acima suportam a idéia de que o componente genético tem papel importante na clínica da ELA. Entretanto, ele não pode ser analisado isoladamente. Existem variações no quadro clínico, na idade de início e na progressão da doença, que não podem ser explicadas apenas pela genética e que sofrem grande efeito do ambiente. A avaliação dos genes envolvidos com a ELA permite elucidar vias moleculares responsáveis pela doença e abrir novos caminhos para o tratamento. 

Referências 
1.Beleza-Meireles A, Al-Chalabi A. Genetic studies of amyotrophic lateral sclerosis: controversies and perspectives. Amyotroph Lateral Scler 2009;10:1-14. 
2.Chen YZ, Bennett CL, Huynh HM, Blair IP, Puls I, Irobi J, et al. DNA/RNA helicase gene mutations in a form of juvenile amyotrophic lateral sclerosis (ALS4). Am J Hum Genet 2004;74: 1128-35. 
3.Greenway MJ, Andersen PM, Russ C, Ennis S, Cashman S, Donaghy C, et al. ANG mutations segregate with familial and 'sporadic' amyotrophic lateral sclerosis. Nat Genet 2006;38:411-3. 4.Hentati A, Bejaoui K, Pericak-Vance MA, Hentati F, Speer MC, Hung WY, et al. Linkage of recessive familial amyotrophic lateral sclerosis to chromosome 2q33-q35. Nat Genet 1994;7:425-8. VIII SIMPÓSIO BRASILEIRO DE DNM/ELA 23 Rev Neurocienc 2009; 17(suplemento):19-23. 
5.Landers JE, Melki J, Meininger V, Glass JD, van den Berg LH, van Es MA, et al. The gene encoding alsin, a protein with three guanine-nucleotide exchange factor domains, is mutated in a form of recessive amyotrophic lateral sclerosis. Nature Genet 2001;29:160-5. 
6.Mitne-Neto M, Ramos CR, Pimenta DC, Luz JS, Nishimura AL, Gonzales FA, et al. A mutation in human VAP-B--MSP domain, present in ALS patients, affects the interaction with other cellular proteins. Protein Expr Purif 2007;55:139-46. 
7.Nishimura AL, Mitne-Neto M, Silva HC, Richieri-Costa A, Middleton S, Cascio D, et al. A mutation in the vesicle-trafficking protein VAPB causes late-onset spinal muscular atrophy and amyotrophic lateral sclerosis. Am J Hum Genet 2004;75:822-31. 8.Ophoff RA, Cronin S, Hardiman O, Diekstra FP, Leigh PN, Shaw CE, et al. Reduced expression of the Kinesin-Associated Protein 3 (KIFAP3) gene increases survival in sporadic amyotrophic lateral sclerosis. Proc Natl Acad Sci U S A 2009, in press. 
9.Otomo A, Hadano S, Okada T, Mizumura H, Kunita R, Nishijima H, et al. ALS2, a novel guanine nucleotide exchange factor for the small GTPase Rab5, is implicated in endosomal dynamics. Hum Mol Genet 2003;12:1671-87. 
10.Rosen DR, Siddique T, Patterson D, Figlewicz DA, Sapp P, Hentati A, et al. Mutations in Cu/Zn superoxide dismutase gene are associated with familial amyotrophic lateral sclerosis. Nature 1993;362:59-62. 
11.Sreedharan J, Blair IP, Tripathi VB, Hu X, Vance C, Rogelj B, et al. TDP-43 mutations in familial and sporadic amyotrophic lateral sclerosis. Science 2008;319:1668-72. 
12.Tsuda H, Han SM, Yang Y, Tong C, Lin YQ, Mohan K, et al. The amyotrophic lateral sclerosis 8 protein VAPB is cleaved, secreted, and acts as a ligand for Eph receptors. Cell 2008;133:963-77.
13.Vance C, Rogelj B, Hortobágyi T, De Vos KJ, Nishimura AL, Sreedharan J, et al. Mutations in FUS, an RNA processing protein, cause familial amyotrophic lateral sclerosis type 6. Science 2009;323:1208-11. 
14.Wu D, Yu W, Kishikawa H, Folkerth RD, Iafrate AJ, Shen Y, et al. Angiogenin loss-offunction mutations in amyotrophic lateral sclerosis. Ann Neurol 2007;62:609-17. 

FONTE: Rev Neurocienc 2009; 17(suplemento):19-23.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

MANUAL Vivendo com Esclerose Lateral Amiotrófica lançado pelo INSTITUTO PAULO GONTIJO (IPG) ELA F 8: página 24

MANUAL DA ELA-IPG 
O Manual da ELA, foi organizado pelo Instituto Paulo 
Gontijo – IPG. Congrega informações e orientações acerca da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). 
Os capítulos foram escritos por profissionais de especialidades diferentes com conhecimento teórico-prático na atenção às pessoas com ELA e familiares. O manual vem, portanto, preencher uma lacuna existente em nosso meio e, aborda numa linguagem clara e objetiva, vários temas importantes, 
cujo índice é o seguinte:
O que é a ELA, Hereditariedade e Genética, Diagnóstico, Impacto do Diagnóstico, Vivendo com ELA, Sexualidade, Medicamentos, Ventilação Não Invasiva, Via Aérea, Fisioterapia Respiratória, Reabilitação Motora na ELA, Fisioterapia Aquática, Nutrição, Fonoaudiologia, Comunicação, Mobilidade e Independência, Home Care: atenção domiciliar,
Direitos Sociais e Civis da Pessoa com ELA,
 Pesquisas Internacionais e,
conta também, com o depoimento de 
Carlos Eduardo Uchôa Fagundes.
A leitura deste trabalho é indispensável para pessoas com ELA, familiares, cuidadores, profissionais e interessados na causa. 
As pessoas com ELA 8 contam com o interessante capítulo: Hereditariedade e Genética,
escrito pela Dra. Mayana Zatz 
e pelo Dr. Miguel Mitne-Neto, página 24.
Clique no seguinte link e obtenha o manual: 
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Vania de Castro